
Com grande número de idosos entre os usuários, não há geriatras cadastrados (Crédito Ipesaúde)
Nos três primeiros meses de 2026 as receitas do Ipesaúde, dentro de cada mês, superaram os R$ 53 milhões. Ainda assim, faltam especialidades médicas no atendimento, a espera para consultas e exames de rotina são longas e falta transparência.
Com um grande número de idosos entre seus usuários, não há geriatras cadastrados que atendem pelo Ipesaúde. Também não há disponibilidade de neuropediatria e o convênio com podologistas, profissionais especializados em pés de pessoas com diabetes, foi suspenso. Os usuários portadores de doenças crônicas são os que mais sofrem. Outro grave problema é a falta de representatividade no Conselho Fiscal do Ipesaúde. Atualmente nove conselheiros compõem este colegiado, mas nenhum deles representa qualquer categoria de servidores.
Em nota, o Ipesaúde disse realizar investimentos para ampliar os serviços e informou que, em 2025, “realizou mais de 428 mil consultas, 3,1 milhões de exames, 101.956 cirurgias, além de terapias, procedimentos multidisciplinares e ações preventivas e educacionais”. Sobre o não atendimento de especialistas, o instituto afirmou que mantém editais permanentes de credenciamento, mas admitiu a carência de profissionais.
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