
O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, e seu vice, Zezinho Sobral, que foi secretário estadual de Educação até dezembro de 2025. A atual gestão suspendeu o diálogo com os professores em novembro. (Crédito: Reprodução/Substack Zezinho Sobral).
O Governo de Sergipe e os professores da rede estadual possuem muitas discordâncias, mas a constatação sobre a boa saúde do caixa do estado não é uma delas.
Levantamento feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese) a partir dos Relatórios de Gestão Fiscal 2024/2025 e outros que constam no Portal da Transparência dão conta de R$ 3 bilhões a mais nos cofres do governo. Segundo informe do sindicato, esse aumento se deve, principalmente, ao crescimento na arrecadação, diminuição de gastos com pessoal e a privatização da Companhia de Saneamento de Sergipe, a Deso.
Contudo, apesar de ter mais recursos financeiros, o governo interrompeu unilateralmente, em novembro, o diálogo com os professores para a retomada da carreira docente. A suspensão veio após decisão favorável do Supremo Tribunal Federal sobre a inconstitucionalidade de uma lei estadual aprovada em 2013 que reestruturou a carreira docente, extinguindo o primeiro dos cinco níveis que existiam no quadro permanente de profissionais do magistério público sergipano.
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