
Imagem: Gil Ferreira/Agência CNJ
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) já têm maioria para aprovar resolução conjunta mantendo o pagamento de "penduricalhos" para juízes e procuradores, em confronto com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que limitou os chamados supersalários na administração pública.
O julgamento nos dois conselhos deve terminar amanhã. O relator da resolução é o presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin. O voto dele foi seguido pelos colegas conselheiros do CNJ. Para especialistas, o relatório rivaliza com o entendimento firmado pelo STF que o próprio Fachin ajudou a criar.
Procurados, o CNJ e o CNMP não comentaram até o momento.
"É algo tão gritante de contraditório que não dá para entender o propósito disso. A resolução está claramente rivalizando com o que o STF havia decidido há poucas semanas", diz a diretora-executiva da Transparência Brasil, Juliana Sakai.
"Isso cria uma elitização e define privilégios de duas categorias. É uma mensagem péssima para a sociedade, para a administração pública e para os servidores que trabalham bem no serviço público", afirma a especialista.
Mais Recentes
Mais Vistos
MINISTÉRIO PÚBLICO
outubro 19, 2026 Salário defasado, carreira estagnada e sobrecarga: os impactos da falta de valorização na vida dos trabalhadores
outubro 14, 2026 NOTA ÀS SERVIDORAS E AOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO BRASILEIRO
outubro 05, 2026 Nota de repúdio à instauração de processo disciplinar contra a Assemperj
RELAÇÕES DE TRABALHO
SERGIPE E MUNDO
outubro 26, 2026 Brasil derrota o Brazil de Trump e dos milicianos: Lula é reeleito e quer governo com maior participação popular
outubro 22, 2026 “Se a extrema-direita vencer teremos maiores e sérios riscos à liberdade de expressão no Brasil”, alerta Raísa Cetra
outubro 21, 2026 “A escola com Flávio será autoritária, acrítica, intolerante à diversidade”, diz Leila Moraes