
A decisão de Dino analisou a legalidade do pagamento de honorários e verbas indenizatórias acima do teto constitucional — Foto: Getty Images via BBC
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou nesta quinta-feira (5) que os Três Poderes revisem e suspendam os "penduricalhos" ilegais do serviço público, isto é, sem fundamento legal específico.
A decisão foi monocrática, ou seja, tomada por ele sem a participação dos demais ministros. No início da noite, o STF marcou para o dia 25 a análise no plenário da determinação do ministro.
Dino deu prazo de 60 dias para que Executivo, Legislativo e Judiciário tomem providências sobre essas verbas, que são valores que ultrapassam o teto do funcionalismo — equivalente ao salário de ministros do Supremo, que é de R$ 46.366,19.
E afirmou que a "multiplicação anômala de verbas indenizatórias chegou recentemente a patamares absolutamente incompatíveis".
O ministro citou como exemplos licença compensatória de 1 dia por cada 3 dias normais de trabalho, licença essa que pode ser “vendida” e se acumula com o descanso em sábados, domingos e feriados e gratificações de acervo processual (por vezes a premiar quem acumula muitos processos), entre outros penduricalhos.
Mais Recentes
Mais Vistos
MINISTÉRIO PÚBLICO
maio 19, 2026 FENAMP celebra 10 anos de trajetória em defesa dos servidores dos Ministérios Públicos
maio 13, 2026 CNMP acolhe embargos da FENAMP e inclui servidores em programas de preparação para aposentadoria
maio 13, 2026 Líder do Governo protocola pedido para agilizar isenção previdenciária de aposentados e pensionistas
RELAÇÕES DE TRABALHO
SERGIPE E MUNDO
maio 21, 2026 SINTESE - Quatro municípios negociaram com professores nas últimas 24 horas
maio 13, 2026 Com receita de R$ 53 mi, Ipesaúde tem longas filas e não oferece algumas especialidades médicas
maio 11, 2026 Sindicalista é levado para delegacia depois de denunciar uso ilegal de carro comprado pelo Crea-SE