
A polícia de Sergipe é uma das que mais mata proporcionalmente no Brasil. (Créditos: André Moreira/PMSE)
Era manhã de quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, quando policiais militares invadiram uma casa no Conjunto Fernando Collor, no município de Nossa Senhora do Socorro, e mataram quatro jovens entre 17 e 27 anos.
Os laudos cadavéricos confirmam a brutalidade das mortes: sinais de estrangulamento, tiros de cima para baixo (sugerindo que as vítimas estavam rendidas), tiros nas pernas e nos braços, com um dos jovens com nove marcas de bala em cada um dos braços. Até o momento, nenhuma acusação criminal de tráfico de drogas foi provada contra os rapazes e nenhum policial foi punido pelas mortes.
A lógica do “atirar primeiro, perguntar depois” tem atravessado a gestão de João Eloy de Menezes, à frente da SSP-SE há quase uma década ininterruptamente. Dados obtidos com exclusividade pela Mangue Jornalismo detalham o cenário da letalidade policial em Sergipe no ano de 2025, cujo número de 193 mortes por ação policial não foi incorporado à contagem oficial de mortes violentas nos comunicados do governo.
Reportagem completa no site da Mangue Jornalismo.
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